Santander Brasil e PUC Goiás lançam programa de formação em mercado financeiro

Jovens pretos e pardos que atualmente estudam na Pontifícia Universidade Católica de Goiás terão acesso, a partir do dia 9 de maio, a um programa de formação voltado para o mercado financeiro – o Diversiprática. Desenvolvido pelo Santander Brasil em parceria com a PUC Goiás, o programa desvenda o universo financeiro. Temas como matemática, estatística, previdência e regulação dos mercados dividirão a agenda com outros como educação financeira e direitos humanos, além de uma preparação para a CPA-10, certificação obrigatória para quem trabalha com comercialização e distribuição de produtos investimentos.

Estão previstos 10 módulos, totalizando 80 horas aula, sempre aos sábados e de maneira remota, inicialmente. Em conjunto com a universidade, foram selecionados 50 alunos. Ao final do programa, eles serão certificados pela PUC Goiás e pelo Santander. As aulas serão ministradas voluntariamente por executivos do Banco e a disciplina de Direitos Humanos será conduzida por professores da universidade.

Iury Vicente Borges Camozzi, superintendente regional do Santander, conta que o programa nasceu de uma inquietação para colocar em prática os aprendizados e os desafios sobre diversidade. “Infelizmente ainda existe um rótulo que banco não é lugar para negros trabalharem. Precisamos desfazer essa percepção o quanto antes. Já estamos avançando no Santander, mas queremos e podemos buscar mais. Ao promovermos ações afirmativas, podemos interromper o ciclo de exclusão econômica e social, permitindo que todos tenham as mesmas oportunidades e desenvolvam plenamente suas potencialidades”, diz.

Para a coordenadora de extensão da PUC Goiás, professora Denize Daudt, o projeto corrobora a filosofia da Universidade, de um ensino a serviço da vida. “A PUC Goiás tem em seus programas de extensão a materialização da busca pela igualdade e, consequentemente, pela diminuição das diferenças sociais”, ressalta.

O programa está inserido na estratégia corporativa do Santander de promover a diversidade além do discurso. Desde 2017 uma área trabalha para aumentar a diversidade e inclusão no Banco. Cinco pilares foram escolhidos como prioritários: além de raça, também são tratados gênero, pessoas com deficiência, gerações e formações e LBGTI+.

Os resultados já estão aparecendo de maneira paulatina e consistente. As mulheres, por exemplo, já representam mais de 26% nos cargos de liderança no Brasil. Além disso, o pay-gap entre gêneros no Banco é zero, ou seja, homens e mulheres ganham os mesmos salários para as mesmas funções considerando os mesmos anos de experiência. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, as mulheres ganham, em média, 14% a menos que homens mesmo desempenhando a mesma função.

Quando o tema é raça, o Santander alcançou um percentual de 24,6% de negros em seus quadros em 2019, com crescimento de 2,2 pontos percentuais em relação ao ano anterior. A expectativa é que projetos como o Diversiprática, contribuam para que esses números continuem crescendo, pois aproximam jovens talentos negros do Santander e os preparam para nossos processos seletivos. O programa está sendo acompanhando pela área de diversidade do Banco e os resultados que ele trouxer podem levar à implantação de projetos semelhantes em outras regiões do País.

Fonte: Assessoria Santander Brasil

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