Pesquisa avalia satisfação da população com seus lares durante pandemia

Professores do curso de Engenharia Civil da PUC Goiás querem descobrir qual o nível de satisfação das pessoas com suas residências. A pesquisa, que deve atingir 1 mil pessoas, surgiu com o avanço da pandemia do novo coronavírus, que obrigou parte significativa da população a ficar e trabalhar em casa. A motivação veio da própria experiência dos professores e da observação dos seus alunos, quanto à nova realidade.

O estudo, que será desenvolvido em três fases, todas elas a distância, permitirá a indicação de melhorias e adequações que podem ser feitas par aumentar o nível de conforto e satisfação das pessoas com seus lares. Os primeiros resultados devem ser apresentados nesta sexta-feira, 10, às 18 horas, durante uma live da regional goiana da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), quando será feita uma compilação dos dados levantados para futura publicação científica.

A pesquisa é conduzida pelos professores Luiz Álvaro de Oliveira Júnior, coordenador do curso de Engenharia Civil da PUC Goiás, e Tatiana Jucá, docente do curso e integrante da equipe de coordenação. Na primeira fase do estudo está sendo levantado o grau de satisfação do usuário com o imóvel em que reside, independente do tipo ou se é proprietário ou não. Na segunda etapa, os pesquisadores farão a caracterização dos imóveis e a percepção de desempenho e, para finalizar, sugestões de melhorias e adequações.

Segundo o coordenador do curso de Engenharia Civil da PUC, Luiz Álvaro de Oliveira Júnior, a pesquisa precisa obter 1 mil respostas. Ele lembra que a NBR 15575, norma técnica da ABNT conhecida como Norma de Desempenho, fixa os requisitos de desempenho visando conforto, segurança, habitabilidade, manutenção e vários outros aspectos, e também as responsabilidades sobre possíveis problemas que possam existir ou vir a ocorrer nos imóveis.

Tatiana Jucá acrescenta que as respostas precisas darão um norte para indicação das mudanças necessárias. Ela lembra ainda que a pandemia acarreta várias outras implicações, como as psicológicas devido a limitação do direito de ir e vir. “É uma discussão que vai além da engenharia. É uma questão de social e de saúde”, completa.

Com os resultados, os pesquisadores pretendem identificar formas de trazer conforto para as novas residências (novos projetos) e adequar os que estão em uso atualmente. “Acreditamos que daqui para frente as pessoas ficarão mais em home office. É uma espécie de efeito elástico gerado pela pandemia em que os empresários descobriram que podem reduzir suas despesas operacionais com local, energia, água, impressões, telefone etc. Assim, pretendemos entender o que mais causa desconforto para achar soluções”.

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