Unati entrega primeiro lote de máscaras produzidas por alunas

Campanha "máscara solidária" nasceu da vontade de alunos, professores e voluntários da Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati) em contribuir para a diminuição da pandemia

O distanciamento social exigido pela pandemia do novo coronavírus nos ensinou a inserir máscaras na nossa rotina. Ninguém mais ousa sair de casa sem – e essa irresponsabilidade pode causar até multa. Para além da obrigação, o uso de máscaras no nosso dia a dia trouxe também a vontade de ajudar. Prova disso é o número desses equipamentos já produzidos pelos alunos da Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati) da PUC Goiás.

Como parte da campanha Máscara Solidária, iniciada em junho, o Programa de Gerontologia Social (PGS), responsável pela Unati, já produziu mais de 300 máscaras de tecido. A retirada do primeiro lote de máscaras ocorreu na terça-feira, 7 de julho. “Como tenho uma estrutura para costurar, decidi colaborar confeccionando máscaras. Acreditei no projeto e decidi colaborar dessa forma”, lembra Marta Rocha, 65, aluna do curso de Espanhol da Unati e uma das costureiras voluntárias da campanha.

Ela e outra aluna, Elsa Otoni de Oliveira Diniz, estão à frente da produção das máscaras por conta de sua habilidade com a costura. Os tecidos e outros insumos e acessórios foram doados pela coordenação do PGS, professores e voluntários. A expectativa é que, até o início do próximo semestre letivo, sejam 600 máscaras confeccionadas.

Para a coordenadora do PGS, professora Lisa Valéria, é gratificante ver a campanha, que nasceu a partir dos grupos dos alunos no WhatsApp, ganhar vida. “Houve um momento em que faltavam máscaras no mercado. Então, sugerimos a confecção dessas máscaras de tecido, que têm sido um equipamento de proteção individual para toda a população”, lembra. Como resultado, todos os alunos idosos da Unati receberão duas máscaras cada para garantirem uma barreira a mais contra o vírus.

A máscara doada, claro, pode ser também um escudo a mais quando os encontros presenciais da Universidade Aberta forem finalmente possíveis novamente. “Espero ansiosa poder retornar logo ao convívio do nosso grupo”, anseia Marta, que ajudou a fazê-las.

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