Alunos da PUC participam de evento de hidrologia reconhecido mundialmente

Dois alunos da PUC Goiás participaram, de 18 a 22 de maio, do Geoethics & Groundwater Management Congress, que é considerado o evento científico de hidrologia mais importante do mundo. Promovido pela Associação Internacional de Hidrogeologistas em conjunto com a Associação Internacional de Promoção da Geoética. O foco do evento é a ética do uso das águas subterrâneas, onde se aborda políticas e modelos de gestão, estudos de caso de Geoética em engenharia, e aspectos culturais que permeiam o assunto.

Realizado virtualmente pela ExOrdo, o evento possibilitou a presença de 277 autores advindos de 47 países. A PUC Goiás foi representada por dois alunos da Engenharia Civil, Anne Louise de Melo Dores e Allan Thiago de Oliveira, orientados pelo professor doutor Felipe Correa Veloso dos Santos. Eles apresentaram o artigo Diagnosis of a Conventional Water Treatment Station: Qualitative Analysis of Treatment Capacity.

O trabalho traz o diagnóstico de uma Estação de Tratamento de Água em operação na cidade de Nova Crixás, no interior norte de Goiás, com o intuito de analisar sua capacidade de tratamento e possibilitou identificar possíveis focos de contaminação do sistema. “Um evento como esse funciona em fases. O primeiro passo é ficar atento aos prazos e submeter seu artigo dentro dos parâmetros impostos pelo evento. Com o aceite, deve-se certificar da forma de apresentação que se dará seu artigo, seja oral ou pôster, e se preparar para apresenta-lo. É importante também estar a para os custos que englobam sua participação no evento, como inscrição, passagens aéreas e hospedagem, a fim de se preparar com antecedência e garantir descontos. Com toda essa fase preliminar feita, é só aproveitar essa oportunidade incrível que é participar de um congresso internacional”, conta Anne Louise.

O prof. dr. Felipe Correa Veloso dos Santos contou o quanto a experiência de participar de um evento como esse foi marcante. “A sensação de participar é muito boa, pois estar trabalhando com os alunos de iniciação científica e ter um trabalho aprovado com esses alunos é muito bom tanto para o aluno, quanto para a escola e para o pesquisador. Essa experiência reforça o conceito da instituição: baseado no tripé ensino, pesquisa e extensão. Como pesquisador, nada melhor do que ter um trabalho aprovado em um evento de grande relevância a nível internacional”, explica.

Este foi o terceiro evento que o grupo publicou trabalho relacionado ao tema. O maior desafio para os alunos é manter a continuidade. Ao orientar os seus alunos, Santos ressalta o quanto é importante ir atrás de respostas para alcançar os objetivos principais da pesquisa e manter a persistência para chegar aos resultados.  “O momento da iniciação científica é o momento de o aluno questionar. Não é apenas fazer, mas saber o porquê de fazer. É o desconstruir para construir.”

GEOÉTICA

A Geoética é abordada na pesquisa de Iniciação Científica a partir da importância do diagnóstico do sistema, com a finalidade de reportar inconformidades e garantir a transparência e qualidade do serviço prestado pelas companhias de saneamento dos Estados brasileiros. “É importante dizer que a Geoética é um tema multidisciplinar que pode ser discutido através de diferentes abordagens e promove discussões nas mais diversas profissões”, explica o professor.

Para quem quer começar na Iniciação Científica, as inscrições estão abertas, Anne dá a dica: força de vontade e persistência. “Começar uma pesquisa exige muita doação, dedicação e resiliência. Isso nos torna melhores porque é justamente a oportunidade que temos de nos aperfeiçoar e crescer. Mas além disso é também encontrar professores e colegas que podem proporcionar um contato com esse mundo da pesquisa”

(Texto: Ingrydi Marques, estagiária do curso de jornalismo)

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